Este blog mostrará as reflexões realizadas no Grupo de Estudos Montessori XXI, uma iniciativa de professores e coordenadoras de Curitiba. Em um primeiro momento iniciamos com a leitura e discussão do livro Pedagogia Científica, da Maria Montessori.
sábado, 19 de março de 2016
A relação entre o ambiente e o desenvolvimento da vida interior
O ambiente externo interfere no "ambiente" interno. É importante lembrar o quanto um ambiente organizado, limpo e livre de excesso de estímulos auxilia a criança a desenvolver o silêncio interior e uma tranquilidade que surge a partir da interação entre o ambiente simples e organizado e sua vida interior.
sexta-feira, 18 de março de 2016
Ambiente Montessoriano
Hoje faremos a reflexão a respeito do ambiente montessoriano. Foi um capítulo denso, importante, portanto falaremos em partes...
O ambiente refere-se ao conjunto das coisas que a criança pode escolher livremente e manusear à saciedade, de acordo com suas tendências e impulsos de atividade. (MONTESSORI, p. 59, 1965)Ao falar do ambiente, Montessori enfatiza que este deve possibilitar a liberdade de expressão e a manifestação das características naturais da criança. Para isso, é preciso que o professor prepare o ambiente previamente de acordo com as atividades planejadas e com as características naturais (idade e interesse) das crianças. O mobiliário deve ser adequado ao tamanho e peso dos infantes, de maneira a possibilitar seu manuseio. Diferente do ambiente de uma escola tradicional, a sala montessoriana inclui plantas, animais, quadros sacros e de família, fazendo com que cada aluno e aluna tenha a possibilidade de apreciar o belo. Além destes itens citados, Montessori indica que existam mobiliários semelhantes àqueles presentes em uma casa, tais como: sofá, pia, poltrona, estantes, entre outros. Para a autora, um ambiente bem preparado que possibilite a liberdade de escolha, permite que o professor observe o interesse de seus alunos, a maneira com que eles lidam com a liberdade de escolha, assim como as habilidades e dificuldades que possam se manifestar.
segunda-feira, 14 de março de 2016
1o e 2o Encontros
Iniciamos nossos encontros no dia 3 de março de 2016. Inicialmente os componentes fizeram as apresentações. Colocamos os objetivos do grupo e como será o funcionamento.
Fizemos as considerações da leitura a respeito das Considerações Críticas, do livro Pedagogia Científica, da Maria Montessori.
Para a autora o professor é um cientista, aquele que vai ao ambiente, observa e pesquisa. Sua formação deve priorizar a observação, o olhar atento.
Ao falar da recompensa e punição, Montessori diz que a escola deve promover um ambiente diferente, que forme satisfação de conquista.
Seu método trouxe um novo olhar à Ciência da Pedagogia, sendo o centro do processo o aluno com o professor mediando suas atividades.
Ao conversarmos a respeito dos escritos da autora fizemos vários relatos da experiência prática da escola, enfatizando a importância de fazer a reflexão do dia a dia, do olhar, da presença e do amor.
No dia 10 de março fizemos o 2o encontro, discutindo o capítulo Antecedentes do método. Neste capítulo vimos que o trabalho de Montessori surge a partir da obervação e está fundamentado nos estudos de Itard e Séguin. Enfatizou-se a importância da preparação do professor para trabalhar nesta metodologia. Juliana trouxe como ilustração a seguinte frase do Rousseau: "
" Nossa mania professoral e pendatesca é de sempre ensinar as crianças o que aprenderiam muito melhor por si mesmas, e esquecer o que só nós lhes poderíamos ensinar. Haverá algo mais tolo do que o trabalho que temos para ensiná-las a andar, como se tivéssemos visto alguém que, por descuido, da ama-de-leite, não soubesse andar quando adulto? Pelo contrário,, quantas pessoas vemos que andam mal por toda a vida , porque lhes ensinaram mal a andar!"
Fizemos um comparativo com o dizer da Montessori:
" Cremos que as crianças são seres semelhantes a fantoches inanimados: lavamo-las e alimentamo-las assim como elas lavam e dão de comer às suas bonecas. Não nos damos conta de que a criança só não age porque não sabe agir; ela deve agir, e o nosso dever para com ela é, indubitavelmente ajudá-la na conquista de atos úteis. A mãe que dá de comer à criança sem fazer o menor esforço para que ela aprenda a segurar a colher e levá-la à boca, ou que a convide a reparar no seu próprio comer, não é boa mãe. Subestima a dignidade humana de seu filho; trata-se como um fantoche sendo que ele é uma criatura humana. Ensinar uma criança a comer, lavar-se, vestir-se, é um trabalho mais longo e difícil, que requer muito mais paciência que alimentá-la, lavá-la e vesti-la".
A autora dá pistas da educação das crianças pequenas, auxiliando no desenvolvimento da autonomia.
Comentamos novamente sobre a importância do preparo do professor para trabalhar nesta metodologia, do observar a criança no seu cotidiano. Os dados colhisdos na observação espontânea da criança pode ajudar o professor e o desenvolvimento do aluno.
Outro aspecto relevante ao método é a intuição. Esta sempre deve ser levada em conta e o ponto de partida para a observação e pesquisa.
Foram dois encontros importantes para as reflexões, fazendo sempre a relação com a prática pedagógica.
Assinar:
Postagens (Atom)

