segunda-feira, 14 de março de 2016

1o e 2o Encontros

Iniciamos nossos encontros no dia 3 de março de 2016. Inicialmente os componentes fizeram as apresentações. Colocamos os objetivos do grupo e como será o funcionamento. Fizemos as considerações da leitura a respeito das Considerações Críticas, do livro Pedagogia Científica, da Maria Montessori. Para a autora o professor é um cientista, aquele que vai ao ambiente, observa e pesquisa. Sua formação deve priorizar a observação, o olhar atento. Ao falar da recompensa e punição, Montessori diz que a escola deve promover um ambiente diferente, que forme satisfação de conquista. Seu método trouxe um novo olhar à Ciência da Pedagogia, sendo o centro do processo o aluno com o professor mediando suas atividades. Ao conversarmos a respeito dos escritos da autora fizemos vários relatos da experiência prática da escola, enfatizando a importância de fazer a reflexão do dia a dia, do olhar, da presença e do amor. No dia 10 de março fizemos o 2o encontro, discutindo o capítulo Antecedentes do método. Neste capítulo vimos que o trabalho de Montessori surge a partir da obervação e está fundamentado nos estudos de Itard e Séguin. Enfatizou-se a importância da preparação do professor para trabalhar nesta metodologia. Juliana trouxe como ilustração a seguinte frase do Rousseau: " " Nossa mania professoral e pendatesca é de sempre ensinar as crianças o que aprenderiam muito melhor por si mesmas, e esquecer o que só nós lhes poderíamos ensinar. Haverá algo mais tolo do que o trabalho que temos para ensiná-las a andar, como se tivéssemos visto alguém que, por descuido, da ama-de-leite, não soubesse andar quando adulto? Pelo contrário,, quantas pessoas vemos que andam mal por toda a vida , porque lhes ensinaram mal a andar!" Fizemos um comparativo com o dizer da Montessori: " Cremos que as crianças são seres semelhantes a fantoches inanimados: lavamo-las e alimentamo-las assim como elas lavam e dão de comer às suas bonecas. Não nos damos conta de que a criança só não age porque não sabe agir; ela deve agir, e o nosso dever para com ela é, indubitavelmente ajudá-la na conquista de atos úteis. A mãe que dá de comer à criança sem fazer o menor esforço para que ela aprenda a segurar a colher e levá-la à boca, ou que a convide a reparar no seu próprio comer, não é boa mãe. Subestima a dignidade humana de seu filho; trata-se como um fantoche sendo que ele é uma criatura humana. Ensinar uma criança a comer, lavar-se, vestir-se, é um trabalho mais longo e difícil, que requer muito mais paciência que alimentá-la, lavá-la e vesti-la". A autora dá pistas da educação das crianças pequenas, auxiliando no desenvolvimento da autonomia. Comentamos novamente sobre a importância do preparo do professor para trabalhar nesta metodologia, do observar a criança no seu cotidiano. Os dados colhisdos na observação espontânea da criança pode ajudar o professor e o desenvolvimento do aluno. Outro aspecto relevante ao método é a intuição. Esta sempre deve ser levada em conta e o ponto de partida para a observação e pesquisa. Foram dois encontros importantes para as reflexões, fazendo sempre a relação com a prática pedagógica.

5 comentários:

  1. Louvável iniciativa! Parabéns! Continuem partilhando.

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    1. Olá Marli, continuaremos sim. Obrigada pela sua visita!!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Boa tarde, adorei a iniciativa do blog. Sou de Minas Gerais, acabo de me formar em pedagogia pela UEMG e fiz meu TCC sobre "o método montessori como alternativa para a educação familiar atual" e obtive nota máxima em meu trabalho. Há um ano leio bastante artigos e tudo que tenho acesso sobre essa metodologia. Infelizmente não tem nenhuma escola montessoriana próxima a mim para que possa aprender mais, nesse ponto Será bem legal acompanhar esse grupo... Obrigada por dividirem comigo seus saberes!

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    1. Olá Maria Laura... Muito interessante o seu tema. Iremos sempre postar novidades por aqui. Continue trazendo suas contribuições.

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